Um sistema de Planejamento de Recursos Empresariais (Enterprise Resource Planning - ERP) é a chave para integrar funções críticas de negócios em uma organização. O crescimento acelerado na adoção de sistemas ERP reforça sua importância para o sucesso das empresas.

O ERP se tornou parte do glossário de tecnologia empresarial. No entanto, sua história é mais antiga do que se imagina: eles existem há cerca de 60 anos. Ao longo desse período, os sistemas ERP tiveram diversas gerações e vários nomes.

Uma Breve História do ERP

A história do ERP começou com os sistemas de planejamento das necessidades de material (Material Requirements Planning - MRP) nos anos 60. A J.I. Case, que fabrica tratores e equipamentos de construção, trabalhou com a IBM. Juntos, eles desenvolveram o que é considerado o primeiro sistema MRP. Depois disso, grandes fabricantes construíram suas próprias soluções de MRP.

Apesar do alto custo de implementação, exigindo uma equipe de especialistas e grande espaço físico, os primeiros sistemas MRP revolucionaram a gestão industrial. Eles permitiam que as empresas vissem o estoque e a produção em tempo real. Isso ajudava a comprar matérias-primas e a entregar insumos às fábricas de forma mais eficiente. Como resultado, os fabricantes alcançaram um planejamento da produção mais eficiente, reduzindo desperdícios e melhorando a previsibilidade da cadeia produtiva.

Embora a adoção de sistemas MRP tenha ganhado força na década de 1970, a tecnologia permaneceu limitada a grandes empresas com orçamentos e recursos para desenvolvimento interno. Com o tempo, grandes fornecedores de software, como Oracle e JD Edwards, passaram a tornar essas soluções mais acessíveis para um número maior de empresas.

História do ERP na manufatura: nos anos 80, os sistemas MRP II marcaram a evolução dos sistemas ERP, indo além do controle de estoque e da compra de matérias-primas. Essas soluções integraram departamentos, melhoraram a coordenação da manufatura e trouxeram recursos avançados de programação da produção

Não demorou muito para que outras indústrias percebessem que as empresas de manufatura estavam no caminho certo.

A Evolução dos Sistemas ERP

Em 1990, a empresa de pesquisa Gartner cunhou o termo "planejamento de recursos empresariais" (Enterprise Resource Planning - ERP), reconhecendo que a tecnologia ia além da manufatura e aumentava a eficiência em todas as operações. Foi nesse momento que os sistemas ERP assumiram sua identidade atual: um banco de dados unificado para integrar funções como contabilidade, vendas, engenharia e recursos humanos (RH), oferecendo uma única fonte de dados precisos.

O próximo avanço veio em 1998, com o lançamento do ERP em nuvem pela NetSuite, que eliminou a necessidade de hardware próprio, reduziu custos de TI e tornou a solução acessível também a pequenas e médias empresas.

Já em 2000, a Gartner introduziu o conceito de ERP II, que ampliou o sistema para integrar aplicações de gestão de relacionamento com o cliente (Customer Relationship Management - CRM), comércio eletrônico, automação de marketing, gerenciamento da cadeia de suprimentos (Supply Chain Management - SCM) e gestão de capital humano (Human Capital Management - HCM). Isso consolidou o ERP como centro de comando das operações empresariais, capaz de gerar relatórios estratégicos e apoiar decisões em vendas, marketing, produtos, RH e operações.

Esse foi um avanço significativo, pois quanto mais informações são inseridas no sistema ERP, mais fácil se torna identificar e resolver problemas, além de aproveitar oportunidades de melhoria.

Hoje, os principais sistemas ERP reúnem grandes volumes de informações e geram relatórios que mostram o desempenho do negócio em todas as áreas, de vendas e marketing a produtos, RH e operações. Existem inúmeras aplicações disponíveis, projetadas para diferentes setores, modelos de negócios e desafios, e o ERP atua como centro de comando para o que pode ser uma ampla rede de software.

A História do ERP

2010

2010
o ERP processa dados em tempo real e começa a alavancar o machine learning e a IoT.

2000

2000
sistemas ERP II (habilitados para internet) são desenvolvidos e o ERP em nuvem ganha força.

1990

1990
os sistemas de planejamento de recursos empresariais (ERP) começam a integrar todas as funções de negócios.

1980

1980
os sistemas de planejamento de recursos de manufatura (MRP II) começam a ganhar recursos expandidos.

1970

1970
mais fabricantes utilizam sistemas MRP e os primeiros provedores de sistemas são estabelecidos.

1960

1960
os fabricantes desenvolvem sistemas de planejamento de requisitos básicos de materiais (MRP).

O Futuro do ERP

Hoje, os sistemas ERP já incorporam Inteligência Artificial (IA), machine learning e Internet das Coisas (IoT) para transformar a gestão empresarial. Essas tecnologias permitem identificar padrões em grandes volumes de dados, automatizar tarefas repetitivas e prever tendências de negócios com mais precisão. Com o aprendizado contínuo, o machine learning torna os sistemas ERP cada vez mais inteligentes e eficazes, ajudando empresas de todos os portes a ganhar eficiência, reduzir custos e tomar decisões estratégicas em tempo real.

Os sistemas ERP atuais já utilizam machine learning para analisar grandes volumes de dados e gerar insights em tempo real. Essa tecnologia automatiza relatórios, reconciliações e detecção de erros, além de prever mudanças na demanda e sugerir oportunidades de otimização, como campanhas personalizadas que aumentam conversão. No backend, o ERP com IA identifica anomalias, possíveis fraudes e gargalos produtivos, permitindo ajustes rápidos que elevam a eficiência.

Ao mesmo tempo, a Internet das Coisas (IoT) tornou-se uma aliada estratégica. Sensores, câmeras e scanners conectados oferecem uma visão completa da cadeia de suprimentos, monitorando o uso de máquinas, prevenindo falhas e garantindo contagens precisas de estoque. Com isso, os sistemas ERP acionam automaticamente reposições e novos pedidos, garantindo mais agilidade, precisão e competitividade para empresas de todos os setores.

Perguntas Frequentes Sobre a História do ERP

Quem inventou o ERP?

A fabricante de tratores e máquinas de construção J.I. Case trabalhou com a IBM para desenvolver o que se acredita ser o primeiro sistema MRP no início da década de 1960.

Qual é a diferença entre um sistema MRP e um ERP?

Os sistemas MRP são os precursores dos sistemas ERP. O MRP inicial, ou planejamento de recursos materiais, oferecia controle básico de estoque para ajudar a gerenciar a compra e a entrega de mercadorias. Os sistemas ERP surgiram na década de 1990 e extraíam informações de outras áreas da empresa, como contabilidade, vendas e RH.

O que é planejamento de recursos de manufatura, também conhecido como MRP II?

Os sistemas de planejamento de recursos de manufatura (MRP II) surgiram na década de 1980 e representaram um avanço significativo em relação aos sistemas MRP de primeira geração. Eles incorporaram processos de manufatura adicionais e envolveram outros departamentos da manufatura para melhorar a eficiência e a programação da produção.

Quando os sistemas ERP se popularizaram?

Esse software se tornou mais acessível e barato nas décadas de 80 e 90, à medida que empresas como Oracle e JD Edwards desenvolviam e vendiam soluções. Isso significava que as empresas não precisavam mais construir esses sistemas por conta própria.

O que é ERP na nuvem?

O ERP em nuvem é uma solução online que não requer servidores on-premises ou qualquer outra infraestrutura. Surgiu no final da década de 90, ganhou força em meados dos anos 2000 e se tornou extremamente popular nos últimos anos.

O que é ERP II?

O ERP II se refere a sistemas ERP habilitados para a internet, como soluções em nuvem, que usam conexões web para enviar e receber informações de várias aplicações. O Gartner cunhou o termo "ERP II" em 2000 para descrever uma nova geração de sistemas ERP.

Como os sistemas ERP usam machine learning (ML)?

A tecnologia de machine learning usa dados e feedback para aprender padrões e fazer julgamentos que embasam análises e insights adicionais. No contexto do ERP, o machine learning pode automatizar a geração de relatórios, a reconciliação e a identificação de inconsistências ou erros.

Traduzido e adaptado por: Júlia Rozenberg Furgang | Gerente de Marketing

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